Uma viagem começa muito antes de chegar ao destino: começa ainda no planejamento. Passeios, restaurantes, hospedagem, horários de voos e roteiros costumam estar entre as primeiras preocupações de quem organiza uma viagem. Mas, em meio a tantos detalhes, um item importante ainda fica de fora do planejamento da maioria dos viajantes: o seguro viagem.
Com base em dados públicos da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), um levantamento aponta que 63.175.978 passageiros viajaram sem seguro viagem tanto para destinos internacionais ou para nacionais.
A proteção vem ganhando espaço entre os brasileiros, especialmente após a pandemia. Apesar disso, Anna Angotti, gerente de seguro de vida individual e viagem da Omint, detalha que a cultura securitária no país precisa ser amadurecida.
“Parte dos consumidores ainda concentra o orçamento e a organização da viagem em itens como passagens, hospedagem, passeios e documentação, deixando o seguro em segundo plano. Isso mostra que, embora tenha crescido o conhecimento sobre a solução, sua contratação ainda não se tornou um hábito para uma parcela relevante da população”, explica Anna.
A executiva também garante que existe espaço para ampliar o entendimento dos consumidores sobre a abrangência do produto. Esse processo de conscientização não depende apenas das seguradoras, de acordo com Anna. “É um trabalho de toda a cadeia, que envolve corretores, agentes, agências e operadoras de turismo, todos com um papel importante na orientação do viajante e na construção de uma percepção mais clara sobre o valor da proteção”, pontua.
No entanto, as companhias devem ficar atentas às mudanças no perfil e nas expectativas dos consumidores. Segundo a gerente, na Omint, há uma análise contínua da evolução do mercado bem como do comportamento do viajante para identificar as novas necessidades e aprimorar os produtos. “Isso se traduz em revisões de coberturas, serviços e jornadas, buscando tornar o seguro cada vez mais aderente à forma como as pessoas viajam e às demandas que surgem ao longo do tempo”, afirma.
Com novas demandas surgindo no seguro viagem, os corretores têm a oportunidade de ampliar sua atuação e fortalecer o relacionamento com os clientes. Para a especialista, o diferencial está em aproveitar o conhecimento que o corretor já possui sobre o perfil e as necessidades de cada cliente para oferecer uma abordagem mais personalizada, consultiva e alinhada às reais demandas.
“Dessa forma, o corretor consegue orientar sobre as coberturas mais aderentes àquela experiência, em vez de apresentar o seguro como uma oferta genérica ou apenas como um item adicional no fim do planejamento”, destaca. “É importante ressaltar que o seguro viagem não é indicado apenas para turismo a lazer. Viagens a negócios e para a prática esportiva também são situações que o corretor pode, e deve, recomendar um bom seguro viagem”, completa Anna.
A proximidade com o cliente também permite que a conversa sobre proteção aconteça de forma mais natural. Para o corretor, o ponto de partida é manter um relacionamento próximo e constante com os clientes. “Quanto mais próximo estiver, maior será sua capacidade de identificar necessidades específicas e abordar a proteção de forma adequada ao contexto de cada pessoa”, enfatiza.
Esta atuação consultiva ganha valor. Para Anna Angotti, não apenas na venda de uma apólice, mas na capacidade de acompanhar o cliente, reconhecer mudanças de comportamento e oferecer soluções compatíveis com cada momento e necessidade.

