Nos últimos anos, a Inteligência Artificial se tornou parte de quase todas as conversas sobre tecnologia e negócios. Fala-se de algoritmos, automação, eficiência. Mas, na prática, o que faz diferença não é “ter IA”, e sim como ela é aplicada às questões que realmente importam para clientes e equipes. Na Confitec, aprendemos que inovação com IA começa menos no código e mais na escuta: entender a rotina de quem usa nossos produtos, identificar gargalos e só então desenhar soluções tecnológicas que façam sentido.
iRisk: IA que transforma conversa em decisão
Um exemplo claro disso é o iRisk, nossa solução para inspeção de seguros. Ao conversar com inspetores e analistas, entendemos que um grande gargalo estava na etapa de registro e análise das informações coletadas em campo: muito tempo gasto em digitação, relatórios extensos, risco de perder detalhes importantes. Não fazia sentido usar IA apenas como “algo moderno”; era preciso atacar esse problema específico.
Foi assim que incorporamos ao iRisk uma camada de Inteligência Artificial capaz de transformar imagens em dados e áudios dos inspetores em texto e, a partir daí, gerar resumos automáticos com os pontos mais relevantes da inspeção. Nas imagens, os documentos são confirmados e validados, e os seus dados são extraídos. Na interpretação dos áudios, em vez de transcrever tudo manualmente, o profissional fala livremente, e a IA organiza as informações de forma estruturada e objetiva. O resultado é um processo mais rápido, com menos erros e muito mais foco na análise do risco em si, e não na burocracia do registro.
Essa automação não substitui o trabalho humano, ela o amplifica. A IA cuida do volume de informação, enquanto o analista aplica seu julgamento técnico para tomar decisões melhores. Numa rotina em que prazos são apertados e a qualidade da avaliação faz diferença direta na carteira da seguradora, esse ganho é significativo.
Inovar com IA é uma prática diária
O que une esses exemplos não é a tecnologia em si, mas a forma como ela nasce: a partir da escuta, da observação da rotina e da disposição de redesenhar processos. Na Confitec, entendemos inovação não como um projeto com começo, meio e fim, mas como uma prática diária: perguntar o tempo todo “como podemos fazer melhor?” e usar a IA (e a tecnologia como um todo) como aliada nessa resposta.
Investir em IA, para nós, é investir em pessoas: nas equipes que constroem as soluções e nos clientes que as utilizam no seu dia a dia. Quando tecnologia, propósito e pessoas andam juntos, deixamos de falar de automação apenas como ganho de eficiência e passamos a falar de algo maior: melhorar a qualidade das decisões, liberar tempo para atividades de maior valor e, no fim das contas, transformar a experiência de quem contrata e opera seguros.

