O auditório da MAG Seguros, em São Paulo, foi palco, na última quarta-feira (8), de mais uma edição do Fórum Mário Petrelli de Fomento ao Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros. O encontro reuniu lideranças do setor para discutir temas estratégicos e propor caminhos para ampliar a proteção da sociedade brasileira por meio do seguro. Sob o tema “Fomento do Mercado de Seguros: uma sociedade mais protegida”, a iniciativa contou com painéis objetivos e focados em temas estruturantes da indústria, além de debater formas de solucionar ou amenizar riscos latentes na sociedade.
Com abertura conduzida por Helder Molina, CEO da MAG Seguros, o evento trouxe ao centro das discussões a necessidade de modernização do setor, incentivo à inovação em produtos e expansão da atuação de seguradoras e corretores. A programação evidenciou o compromisso do Fórum em propor alternativas que fortaleçam o segmento e ampliem sua capacidade de proteger a população.
O presidente do Fórum, Marco Antonio Gonçalves, reforçou o caráter independente e propositivo do grupo, que reúne hoje 24 membros atuando como pessoas físicas, sem vínculos institucionais diretos. “Nosso propósito é fazer com que a sociedade seja mais protegida através de ofertas e melhor distribuição de novos produtos, além de um maior preparo do mercado de seguros como um todo, para que a gente efetivamente atinja e democratize o acesso ao seguro.”
Alexandre Camillo, membro do Fórum Mário Petrelli e CEO do grupo SegPartners Brasil, destacou a relevância de incluir na agenda a discussão sobre um substituto para o antigo seguro DPVAT. “Nós temos mais de 50 mil mortes por ano, mais de 150 mil feridos em estado grave e hoje, infelizmente, não temos nada que venha a dar proteção à nossa população, às famílias brasileiras que perdem seus responsáveis financeiros”, afirmou. Segundo ele, o setor precisa abraçar essa causa e desenvolver alternativas viáveis. “Aqui demos um direcionamento para que a iniciativa privada possa de fato abraçar essa causa. É o fórum cumprindo com o seu papel, que é de fomentar o desenvolvimento da indústria de seguros no Brasil.”
No painel intitulado “Lei do Contrato de Seguro e Novo Marco das Cooperativas e Associações de Proteção”, o presidente da Fenacor, Armando Vergílio, abordou os impactos da nova Lei 15.040 e da Lei Complementar 213, que institui o subsistema de proteção patrimonial mutualista. “Esse fórum pensa o desenvolvimento do mercado, é um fórum de fomento que hoje tratou de temas extremamente importantes e relevantes”, avaliou.
Também presente no debate, o advogado e membro do Fórum Mário Petrelli, Antônio Penteado Mendonça, comentou os desafios que o setor enfrenta diante das novas regras. “O painel que eu moderei foi extremamente importante porque ele colocou as incertezas a respeito do que vem pela frente”, disse. Ele ressaltou ainda a isenção do grupo como diferencial no debate. “O Fórum Mário Petrelli tem uma importância muito, muito grande para o mercado inteiro, porque sendo uma entidade completamente independente de todas as formas de atuação no mercado segurador brasileiro, ele pode discutir com uma isenção que as entidades seguradoras e de corretores de seguros não podem fazer.”
Um dos destaques do dia foi o debate sobre o crescimento da indústria seguradora. José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine, demonstrou otimismo com o cenário atual. “Eu vejo com muito otimismo, esse ano de 2025 devemos fechar a indústria securitária com crescimento de dois dígitos e tenho certeza absoluta que para 2026 a indústria também vai continuar empreendendo e crescendo outros dois dígitos.” Segundo ele, mesmo representando hoje cerca de 4% do PIB nos ramos elementares e vida, o setor tem amplo espaço para expansão.
Na mesma linha, Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade MAG, reforçou que o evento trouxe uma visão voltada ao futuro do segmento segurador. “Foi um dia maravilhoso para o crescimento do mercado do Brasil de seguros. As palestras foram ótimas, todas elas voltadas para o futuro”, afirmou. “Fica a mensagem de otimismo para o crescimento do mercado segurador do Brasil, que afinal de contas essa é a inspiração do Fórum”, complementou o executivo.
Moderador do painel sobre o substituto do DPVAT e a capacidade do setor para atuar em catástrofes, Boris Ber, presidente do Sincor-SP, defendeu a importância de transformar ideias em ação concreta, refletindo que o evento marcou um ponto de partida importante para discussões práticas e colaborativas. “Eu acho que a gente levanta dois temas super importantes e traz aqui uma proposta de início de conversa. Eu acho que não adianta só ficar pensando, mas a gente tem que buscar caminhos, com quem emparceirar, qual é o melhor caminho político, particular, público, privado”, afirmou.

