Notícias | 1 de dezembro de 2025 | Fonte: JM Online

Do vendaval ao dano elétrico: seguro residencial cobre mais de 30 riscos, quase nunca o alagamentos

As recentes enchentes registradas no Sul do país reacenderam um alerta importante também para Uberaba: a maioria dos seguros residenciais não cobre alagamentos. Apesar da expansão desse tipo de seguro e do aumento no número de coberturas oferecidas pelas seguradoras, a proteção contra inundações ainda não faz parte dos contratos tradicionais e, segundo especialistas, isso deixa muitas famílias vulneráveis. 

Em entrevista ao Programa Pingo do J, da Rádio JM, o corretor de seguros Paulo Mattar explicou que o tema tem sido motivo de debate nacional. Ele afirmou que a federação que representa os corretores está pressionando seguradoras para que a cobertura de alagamento seja incluída nas apólices básicas, já que o risco climático tem aumentado em várias regiões do país. Hoje, essa proteção não é padronizada e, quando existe, costuma encarecer demais o contrato. 

Paulo destacou que, em tragédias recentes, como a registrada no Sul, muitas residências atingidas simplesmente não tinham qualquer tipo de cobertura, o que deixou famílias inteiras sem apoio financeiro para reconstruir suas casas. Segundo ele, o objetivo da federação é que as seguradoras passem a cobrar um valor pequeno de todos os clientes — mesmo em regiões onde historicamente não chove — para viabilizar indenizações onde o risco de enchentes é maior. 

Atualmente, o seguro residencial oferece mais de 30 tipos de cobertura em algumas seguradoras, incluindo incêndio, raio, explosão, vendaval e danos elétricos. No entanto, Paulo explicou que o alagamento é tratado como um risco “previsto” e, por isso, quando adicionado individualmente, torna o seguro muito caro. A proposta defendida pelos corretores é que essa proteção seja incorporada à cobertura básica, diluindo custos e garantindo assistência em eventos extremos. 

Para uma cidade como Uberaba, que já registrou episódios de enxurradas e pontos de alagamento em períodos de chuva intensa, a discussão é considerada urgente. Segundo Paulo, sem uma mudança nas regras, moradores podem continuar acreditando que estão protegidos quando, na prática, permanecem expostos a perdas totais em casos de inundação. 

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