Segundo dados da CNseg, os sinistros suspeitos de fraudes em 2025 somaram R$ 3,36 bilhões, o que representa mais de 15% do total de sinistros ocorridos no período.
As seguradoras têm investido milhões em Inteligência Artificial e demais tecnologias contra as fraudes.
Mas o corretor de seguros é uma peça fundamental no combate às fraudes. E qual o investimento nele neste aspecto?
Quantas pessoas procuram o corretor de seguros para fazer um seguro de vida, já com sentença de morte decretada, por conta de uma doença? E o corretor de seguros declina esta contratação, explicando que não há cobertura para doenças preexistentes. Vejam: uma indenização que poderia ser paga, mas o corretor coibiu.
Quantos seguros de automóveis os corretores deixam de fazer quando suspeitam que a intenção já é, desde o início, fraudar uma indenização?
O corretor de seguros está na ponta. O corretor de seguros tem experiência, o corretor de seguros tem “feeling”, tem faro fino para suspeitar e detectar uma fraude.
E eu pergunto: há iniciativas no mercado segurador para incentivar cada vez mais os corretores a identificar, coibir e denunciar uma fraude, ou mesmo uma suspeita de fraude?
Há divulgação dos disque-fraudes nos sites das seguradoras?
Há casos em que corretores tentaram denunciar fraudes às seguradoras, mas não conseguiram.
Há casos em que corretores tentaram denunciar fraudes à CNseg e ao Sindiseg, mas não conseguiram.
E assim vai…
Bilhões de reais sendo pagos em fraudes e milhões de reais investidos em tecnologias e Inteligência Artificial, deixando de lado todo o potencial do corretor de seguros.
O corretor de seguros e as fraudes

