Notícias | 4 de maio de 2026 | Fonte: Coluna Marcílio De Moraes | Estado de Minas

Setor de seguros inicia ano crescendo 2,3% em Minas

O ano de 2026 começou aquecido para o setor de seguros em Minas Gerais. Apenas em janeiro, o mercado de seguros arrecadou R$ 3,3 bilhões no estado, com alta de 2,3%, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). O resultado, que representa cerca de 10% da arrecadação total do setor no país, que foi da ordem de R$ 36 bilhões em janeiro, com crescimento de 0,51% sobre janeiro de 2025, “evidencia a capacidade do setor de gerar liquidez e proteger ativosno estado”.

Segundo a CNseg, o pagamento de indenizações somou R$ 12,4 milhões em janeiro deste ano em Minas. Outro destaque foi o fato de o ramo habitacional ter registrado crescimento de 21,9% na arrecadação, alcançando R$ 55,7 milhões. O resultado mostra uma maior conscientização dos mineiros em relação à importância da proteção securitária, num momento de desaceleração da atividade econômica e de pressão sobre a renda das famílias, com o aumento do endividamento. Para o diretor do Sindicato das Seguradoras de Minas Gerais, Edilon Mesquita, a leitura do mercado é de que a combinação entre expansão da arrecadação e comportamento mais controlado das indenizações reforça a solidez do setor no estado. “Esse equilíbrio contribui para um ambiente mais estável, permitindo ajustes técnicos mais sustentáveis e garantindo a continuidade da proteção às famílias e do financiamento habitacional”, conclui Edilon.

As empreendedoras mineiras estão recorrendo mais às linhas de crédito do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Segundo o banco de fomento, apenas em março, mês das mulheres, as liberações de recursos para empresárias mineiras à frente de pequenos negócios dobraram este ano, chegando a R$ 22,6 milhões. No mesmo período do ano passado, foram liberados R$ 11,3 milhões. O banco informa ainda que o número de empreendedoras atendidas e o ticket médio também foram maiores: 266 pequenas empresárias, 60% mais que em 2025. Elas contrataram, em média, R$ 85 mil em crédito, contra R$ 68 mil no ano passado. Detalhe: em março, o BDMG ativa linhas de crédito exclusivas para as mulheres. “Essas empreendedoras são importantes agentes na geração de empregos e renda no Estado. Ao ofertarmos um crédito acessível, fortalecemos os projetos e negócios dessas mineiras”, afirma o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto.

Com investimento inicial da ordem de R$ 3 milhões, a Moto Morini, marca italiana de motocicletas premium, vai abrir sua primeira concessionária em Belo Horizonte. A loja, que passa a integrar a rede de oito revendas no Brasil, é a primeira da marca a ser inaugurada este ano. “Minas Gerais reúne um público apaixonado por motos e possui grande relevância econômica. Estar presente em Belo Horizonte representa um passo importante para ampliar a presença da Moto Morini no Brasil”, diz o presidente da operação brasileira da marca italiana, Fabricio Morini, O objetivo da expansão é conquistar 15% de participação no segmento de motocicletas entre 600 e 700 cilindradas até 2026. No horizonte estratégico da empresa está a meta de atingir faturamento anual de R$ 300 milhões no país até 2030. A concessionária em Belo Horizonte, na avenida Barão Homem de Melo, será operada pelo Grupo Automax.

Cancelados

Com os juros altos, os consórcios voltaram a ser uma opção para a aquisição de bens de maior valor. Mas nem tudo é só expansão. Minas Gerais se consolidou como o terceiro maior mercado de venda de consórcios cancelados, quando o participante desiste ou para de pagar as parcelas (geralmente após três meses), segundo levantamento da Concash, fintech do grupo BTG Pactual especializada na compra desse tipo de ativo. A fintech é uma opção para os compradores de consórcios que tiveram a opção cancelada e querem recuperar os recursos pagos antes do cancelamento. A Concash já antecipou mais de R$ 700 milhões em direitos creditórios e atendeu mais de 50 mil clientes em todo o Brasil. “Nosso foco é oferecer ao cliente uma forma segura, simples e ágil de vender sua cota. Muitas pessoas ainda não sabem que esse valor pode ser recuperado por processo digital e pagamento direto”, afirma Antônio Basto, CFO da Concash.

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