Com apenas 30% da frota nacional segurada — cenário impulsionado pelos altos custos das apólices convencionais no Brasil —, muitos motoristas buscam alternativas para não rodar totalmente desprotegidos. É nesse contexto que o seguro RCF-V (Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos) se destaca como uma solução econômica no mercado automotivo. A modalidade, que cobre exclusivamente os prejuízos causados a terceiros em eventuais acidentes, permite que o proprietário reduza significativamente os custos anuais com proteção, garantindo respaldo financeiro e jurídico caso se envolva em uma colisão em São Paulo ou em qualquer outra região do país.
Em caso de sinistro, a cobertura garante o ressarcimento dos danos materiais provocados ao veículo do outro condutor, além de arcar com despesas corporais por lesões físicas e, dependendo do contrato, indenizações por danos morais. A grande diferença para o modelo tradicional é que o segurado assume os custos de reparo do próprio automóvel. Embora pareça uma desvantagem à primeira vista, a opção atrai quem deseja evitar despesas exorbitantes com veículos de alto valor ou processos judiciais em incidentes do dia a dia.
Baixo custo e proteção contra prejuízos a terceiros atraem motoristas
A principal vantagem do produto é a economia direta no bolso. De acordo com informações apuradas pela reportagem, o valor anual do contrato varia em média entre R$ 400 e R$ 800 — montante bem inferior às apólices completas, que costumam oscilar entre R$ 1.000 e R$ 3.500. “A taxa mais baixa é padrão, já que a seguradora não precisa se preocupar com roubo, furto, colisão ou perda total do veículo do cliente”, explicou Daniel Rozendo, proprietário da Roseg Seguros, em entrevista concedida ao portal AutoPapo. O especialista ressalta que empresas como Porto e Suhai já oferecem essa opção exclusiva no mercado.
O perfil ideal para a modalidade inclui proprietários de carros antigos ou de menor valor comercial, que muitas vezes desistem da proteção completa por conta do preço elevado da apólice. “Um veículo de R$ 5.000 pode causar um acidente envolvendo um carro de R$ 100 mil, por exemplo, ou provocar danos corporais que gerem uma responsabilidade financeira muito maior que o valor do próprio automóvel”, destacou Rozendo durante a entrevista ao AutoPapo. Para contratar o produto, o interessado deve contatar a seguradora desejada, verificar a disponibilidade da cobertura exclusiva para terceiros e realizar a análise de risco do seu perfil antes de assinar o contrato.

