O seguro de vida deve continuar entre os principais motores de crescimento do mercado de seguros brasileiro nos próximos anos. A avaliação é de Rodrigo Barros, Diretor Executivo de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich no Brasil, durante entrevista conduzida por Hugo Assis, Head of Insurance da NTT DATA Brasil. O executivo destacou o avanço da modalidade, a evolução dos produtos e o papel da tecnologia na transformação do setor.
O mercado de seguro de vida mantém uma trajetória de crescimento consistente e ainda possui amplo espaço para expansão no Brasil. Segundo Rodrigo Barros, a baixa penetração da modalidade, aliada ao aumento da conscientização da população sobre proteção financeira, sustenta uma perspectiva positiva para os próximos anos.
“Hoje, apenas 18% da população acima de 18 anos possui seguro de vida. Isso representa um gap de proteção, mas também uma grande oportunidade para o mercado”, afirmou.
Na avaliação do executivo, a pandemia reforçou a importância do planejamento financeiro, enquanto fatores como o aumento da renda, a maior bancarização e o crescimento do trabalho autônomo também impulsionaram a demanda.
Outro movimento observado é a evolução dos produtos, que passaram a oferecer benefícios em vida, como coberturas para doenças graves, invalidez e serviços de assistência. “O consumidor passou a enxergar o seguro de vida não apenas como proteção para a família em caso de morte, mas também como um apoio durante a própria vida”, destacou.
Barros também vê grande potencial para os produtos de acumulação, como o Whole Life e, futuramente, o Universal Life. Segundo ele, as duas modalidades são complementares e oferecem diferentes níveis de previsibilidade e flexibilidade para atender aos perfis dos segurados.
A tecnologia também ocupa papel estratégico nessa transformação. De acordo com o executivo, a Zurich já utiliza inteligência artificial em processos como regulação de sinistros, prevenção a fraudes e apoio às cotações, reduzindo tempo de resposta e aumentando a eficiência operacional.
Por fim, Barros destacou o crescimento dos chamados seguros embarcados (embedded insurance), oferecidos durante a compra de produtos ou serviços. “O consumidor está mais disposto a contratar proteção quando ela faz sentido dentro da jornada de compra. Esse modelo amplia o acesso ao seguro e cria novas oportunidades para todo o mercado”, concluiu.
As declarações de Rodrigo Barros foram feitas durante um episódio do podcast da NTT DATA, apresentado por Hugo Assis, Head of Insurance da companhia no Brasil. Na conversa, o Diretor Executivo de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich abordou as perspectivas para o seguro de vida no Brasil, a evolução dos produtos, o uso da inteligência artificial no setor e as tendências que devem impulsionar o crescimento do mercado nos próximos anos.
Confira o podcast na íntegra:

