Notícias | 8 de agosto de 2019 | Fonte: Revista Cobertura

Reforma da previdência impulsionará novos produtos e mais consultoria dos corretores

Dados da última Pesquisa de Benefícios da Aon Brasil mostram que a cada ano que envelhecemos aumenta, em média, em 3% os custos para as operadoras de saúde quando comparado ao ano anterior.

Isto sem contar a inflação médica e novas tecnologias nos procedimentos, que impactam consideravelmente os custos com saúde.

Com a reforma da Previdência, as pessoas levarão mais tempo para se aposentar, 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres), e a tendência é que esta despesa suba significantemente, até por ser uma população que utiliza mais a assistência médica, conforme explica Roberta Porcel, líder de Consultoria em Previdência e Serviços Atuariais da Aon Brasil.

“A composição destes fatores resulta em um valor maior dos planos de assistência médica que as empresas pagarão aos seus colaboradores. E quando falamos de custo médio, não importa se é um plano básico ou executivo, todos os níveis sofrem com o fato de que tem uma população mais madura na empresa e que o plano ficará mais caro para todos”.

E como haverá mudança no valor da aposentadoria, prevista na Reforma da Previdência, ela comenta que as empresas terão que pensar de maneira diferente. “Hoje nós temos duas certezas: as pessoas vão se aposentar mais tarde pela Previdência Social e com um benefício menor. Pelos estudos que fizemos, a população mais impactada é a que ganha até R$ 10 mil. A empresa que oferece o benefício da previdência complementar ou a que não oferece, terá que pensar em algo adicional pelo achatamento da Previdência Social”.

Ao contrário da assistência médica, até por acordos sindicais, a previdência complementar não é um benefício obrigatório nas empresas, mas pode ser considerada uma forma de reter talentos. “Pela nossa Pesquisa de Benefícios, quando falamos da economia do país e passamos por anos bem complicados, vimos um decréscimo no percentual de empresas oferecendo a previdência complementar aos seus funcionários: de 56% para 51%”.

Já a assistência médica, por uma questão de custo, ela diz que chegará a um momento em que as empresas estarão no limite do que podem e devem oferecer. “Por isso, precisam pensar em pacotes de benefícios mais flexíveis, atendendo populações de diferentes fases de vida. O mesmo pacote não atenderá todo mundo na íntegra, até para ela não somente gastar com o plano de assistência médica, mas para oferecer algo que agregue valor, atraia talentos, para ter vantagens neste cenário de reforma da Previdência Social”.

No mercado de seguros, a executiva prevê novas soluções. “Haverá novos produtos e produtos mais flexíveis. De acordo com o momento de vida da pessoa, o mercado como um todo terá que pensar em novos produtos neste cenário diferente que passaremos a ter a partir de agora. E o corretor terá que atuar de forma mais consultiva, pensando, exatamente, em adequar os produtos que ele tem às necessidades da população, e não somente oferecendo produtos de prateleira”.

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