Notícias | 24 de novembro de 2025 | Fonte: Folha de SP

Presidente da ANS defende proibir cancelamento de planos de saúde de idosos

O diretor-presidente da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Wadih Damous, defende que os planos de saúde sejam proibidos de cancelar contratos de idosos e propõe construir um índice de inflação médica que sirva de baliza para o reajuste dos convênios.

A preocupação com as rescisões de planos de saúde já existia quando Damous comandava a Secretaria Nacional do Consumidor, entre janeiro de 2023 e agosto deste ano. No final de 2024, a Senacon instaurou um processo administrativo contra 14 operadoras de planos de saúde após cancelamentos unilaterais de contratos e práticas consideradas abusivas.

A proposta, que precisa de autorização do Congresso para que a agência regule o tema, poderia ser solução para uma das principais queixas de quem contrata um plano de saúde: a rescisão unilateral. O problema atinge principalmente idosos e portadores de síndromes raras.

O projeto em tramitação na Câmara, que busca reformar a Lei de Planos de Saúde, trocou de relator recentemente. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), substituiu o deputado Duarte Jr. (PSB-MA) por Domingos Neto (PSD-CE). Wadih já conversou com o novo relator e ele sinalizou que incluiria em seu parecer a autorização para que a ANS regule o tema.

“É preciso colocar restrições ao cancelamento. Eles não cancelam de jovens, de pessoas saudáveis. Então se você proibir que se cancele o plano de idosos, vai matar 99% da possibilidade de cancelamento unilateral. Seria uma proibição expressa”, diz Damous.

Segundo ele, é preciso enfrentar outras questões do universo de planos de saúde, como o reajuste e a limitação da coparticipação. “Não poderá ser superior a 30% do que se paga mensalmente pelo plano. E também quero excluir tratamento contínuo da cobrança de coparticipação”, afirma.

No que diz respeito ao reajuste dos planos, o presidente da ANS avalia ser necessário formular um índice da inflação médica para que sirva de parâmetro para os aumentos anuais dos contratos.

“Vai ter que construir, porque a gente não sabe como isso é medido. Quem tem expertise para isso é o IBGE e o Ipea, poderíamos construir juntos. Porque aí teríamos fundamento para vetar aumentos superiores a isso”, afirma.

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN

Valorizamos sua privacidade

O CQCS utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdos e analisar o nosso tráfego. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias, de acordo com a nossa Política de Privacidade.

Personalizar preferências de consentimento

NecessárioSempre ativo

Estes cookies são essenciais para o funcionamento adequado do site, garantindo recursos básicos de segurança e acessibilidade. Eles não armazenam nenhuma informação pessoal identificável.

Funcional

Permitem que o site lembre das suas escolhas e forneça funcionalidades aprimoradas e personalizadas, como compartilhamento em redes sociais e integração de recursos de terceiros.

Sem cookies para exibir.

Analítico

Ajudam a entender como os visitantes interagem com o site, coletando e relatando informações de forma anônima. Fornecem dados sobre número de visitantes, tempo na página e fontes de tráfego.

Desempenho

Utilizados para compreender e analisar os principais índices de desempenho do site, ajudando a proporcionar uma experiência de navegação otimizada para os usuários.

Sem cookies para exibir.

Anúncio

Usados para fornecer anúncios mais relevantes aos visitantes com base em suas navegações anteriores, além de ajudar a medir a eficácia das campanhas publicitárias.

Sem cookies para exibir.