Notícias | 2 de fevereiro de 2022 | Fonte: CQCS | Carla Boaventura

Ômicron aumenta expectativa de sinistralidade no mercado de seguros

Coronavirus outbreak. Pathogen affecting the respiratory tract. COVID-19 infection. Concept of a pandemic, viral infection. Coronavirus inside a human. Viral infection. 3D illustration

A nova onda de coronavírus, causada pela variante ômicron, deve aumentar a sinistralidade no segmento de seguros de vida. As informações são do site Valor Econômico, em matéria publicada dia 02/02. 

Mesmo com boa parte da população vacinada e indícios de que essa variante pode ser mais leve, o setor não espera o mesmo impacto brutal que a pandemia teve nos resultados no início de 2021.

Bernardo Castello, membro das comissões de Produtos de Risco e por Sobrevivência da Fenaprevi, explicou ao Valor que o aumento na sinistralidade nos seguros de vida tem correlação direta com a curva de mortes. 

Entretanto, como leva um tempo entre o óbito, o aviso às seguradoras e o efetivo pagamento, há um descasamento de dois ou três meses. Ou seja, se a onda atual atingir um pico em meados de fevereiro, como preveem os especialistas, as seguradoras seriam mais afetadas entre abril e maio.

Eduardo Domeque, diretor de seguros do Itaú, acredita que o impacto da atual onda para as seguradoras será menor do que em 2021. A situação atual indica um aumento na sinistralidade dos seguros de vida durante o primeiro semestre. Apesar de o cenário indicar que a porcentagem de óbitos em relação ao número de infectados deve ser menor do que a observada em 2020 e 2021, o alto número de infectados tem potencial para impactar a sinistralidade. Ainda assim, acreditamos que o impacto na sinistralidade ocorrerá de forma mais leve do que o observado nos anos anteriores”, disse.

Raphael Barreto, diretor financeiro da MAG (Mongeral Aegon), diz que hoje o Brasil vive uma pandemia de não-vacinados, que são entre 70% e 80% das internações e mortes. “Tivemos as festas de fim de ano e houve uma contaminação muito grande. A grande pergunta é até onde essa curva de mortes vai. Não acho que vá ser tão grave quanto foi em 2021, mas hoje vemos os casos aumentando”. 

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