A 8ª Convenção Nacional Lojacorr Seguros, realizada nesta sexta-feira (16), em Pinhais (PR), promoveu debates sobre os desafios e as oportunidades do mercado de seguros. Entre os temas abordados estiveram o papel do seguro diante das mudanças climáticas e o uso da inteligência artificial (IA) no processo de vendas, com foco na atuação consultiva e no fortalecimento do relacionamento entre corretores e clientes.
O painel sobre mudanças climáticas reuniu Waldecyr Schilling, diretor comercial da Ezze; Fábio Damasceno, diretor de Seguro Rural da Mapfre; Magda Truvilhano, superintendente de Produtos RD Massificados da Tokio Marine Seguradora; Eliane Riffel Silveira, da E. Riffel Corretora; e João Amato, diretor comercial da Regional Sul da Zurich Seguros. A mediação foi conduzida por André Moreno, diretor regional Sul da Lojacorr. A discussão destacou a importância da prevenção, da conscientização sobre os riscos e da ampliação das soluções de proteção.
Fábio Damasceno ressaltou que os impactos climáticos vão além dos prejuízos individuais e podem afetar toda a cadeia econômica e a sociedade. Para ele, o setor precisa se preparar para oferecer coberturas adequadas, especialmente aos produtores rurais.
“O papel do seguro é fundamental nessa cadeia. Ele não afeta só o cliente, mas toda uma economia e toda uma sociedade. Essa oportunidade de falar sobre como o mercado vem se preparando para prover capacidade de cobertura para esses produtores rurais é superimportante”, afirmou.
Magda Truvilhano destacou a necessidade de o mercado acompanhar a recorrência dos eventos climáticos. Ela citou as soluções disponíveis no seguro residencial da companhia para atender a essas demandas.
“Falei especificamente do seguro residencial, no qual a Tokio Marine oferece hoje cobertura de vendaval e alagamento, justamente pensando nessas mudanças climáticas, assim como assistência 24 horas e um apoio muito forte no momento do sinistro”, explicou.
João Amato reforçou a importância de os corretores levarem informações qualificadas aos clientes e adotarem uma abordagem consultiva na oferta de proteção.
“Fiquem atentos, estudem sobre isso e conversem com seus clientes. Alertem-nos sobre as mudanças climáticas e levem informação de qualidade para que entendam seus riscos e possam, junto com vocês, de forma consultiva, contratar os melhores seguros”, orientou.
O segundo painel discutiu como a inteligência artificial pode contribuir para o processo comercial e para a evolução da corretagem. Participaram Felipe Genovesi, head de Vendas da Justos; Marcelo da Rocha Brito, da CBASEG; Paula Bernardi, superintendente de Parcerias Estratégicas da Youse; e Marcelo Alvalá, diretor executivo de Tecnologia e Operações (CTO) da Zurich Seguros. A mediação foi conduzida por Diego Ferro.
Durante o debate, Marcelo Alvalá destacou que a inteligência artificial pode apoiar a venda consultiva, sem substituir o papel do corretor no relacionamento com o cliente e na identificação de suas necessidades.
“A IA é uma ferramenta, um instrumento importante para a venda consultiva do corretor. Ela não vai substituir o corretor. Ele tem um papel-chave. É ele que tem o relacionamento, que conhece a necessidade do cliente, lê o contexto e tem a possibilidade de fazer a melhor oferta”, afirmou.
A discussão reforçou a importância de aliar recursos tecnológicos ao conhecimento do cliente e à capacidade de interpretar suas necessidades, mantendo o corretor como peça central na construção de soluções de seguros adequadas a cada perfil.

