Segundo informações publicadas pelo O Globo nesta terça-feira (22), o Hopi Hari afirmou que prestou atendimento imediato a uma jovem de 21 anos que sofreu um traumatismo cranioencefálico após andar na montanha-russa Montezum, em Vinhedo (SP), acompanhou sua internação, custeou despesas da família durante a permanência na cidade e disponibilizou um seguro à família. O caso é investigado pelo Ministério Público de São Paulo, que solicitou uma perícia na atração.
Júlia Bossoni passou mal após o segundo passeio na Montezum, em abril deste ano. De acordo com o O Globo, ela apresentou convulsões, foi diagnosticada com hemorragia intracraniana e edema cerebral e permaneceu 57 dias internada. Segundo a família, após o episódio, a jovem perdeu movimentos do lado esquerdo do corpo, passou a ter dificuldades para falar e apresentou alterações de memória.
Seguro foi disponibilizado à família
De acordo com o O Globo, o Hopi Hari afirma que acompanhou o tratamento de Júlia, manteve contato com os familiares e custeou despesas da família durante o período de internação em Vinhedo. O parque também informou ter disponibilizado um seguro à família.
A família, porém, contesta a extensão da assistência. Segundo Danielle Rimolli, mãe de Júlia, o seguro teria sido utilizado para custear hospedagem e alimentação dos familiares durante os 57 dias de internação.
Após a alta e o retorno da jovem ao Paraná, a família afirma que a assistência financeira teria sido interrompida. Ainda segundo o relato publicado pelo O Globo, a família precisou arcar com despesas relacionadas ao tratamento e desembolsou R$ 70 mil para atendimento com uma equipe de neurocirurgiões que não atendia pelo plano de saúde.
O parque teria realizado ainda um pagamento de R$ 7 mil para o transporte da jovem de ambulância até o Paraná.
Caso chama atenção para cobertura do seguro
O episódio evidencia a importância da definição das coberturas e dos limites de seguros associados a estabelecimentos que recebem grande circulação de consumidores.
A disponibilização de um seguro não significa, necessariamente, que todas as despesas decorrentes de um acidente estejam cobertas. A proteção depende das condições contratadas, dos limites de indenização e das coberturas previstas na apólice.
No caso relatado pelo O Globo, o parque reconhece a existência do seguro, enquanto a família questiona a abrangência da assistência após a alta hospitalar. A situação coloca em evidência questões como despesas médicas, transporte, hospedagem, alimentação e continuidade da assistência em casos de acidentes com consequências prolongadas.
Investigação sobre a Montezum
A Montezum foi inaugurada em 1999 e possui 42,4 metros de altura, 1.030 metros de extensão e velocidade máxima de 103 km/h. Segundo o Hopi Hari, a atração passa por inspeções e possui certificação internacional de segurança emitida pelo grupo TÜV NORD.
O parque afirma ainda seguir protocolos de segurança e a norma ABNT NBR 15926-2023, relacionada a equipamentos de parques de diversão.
O Ministério Público de São Paulo solicitou uma perícia na montanha-russa para apurar as circunstâncias do caso. Segundo o Hopi Hari, um parecer recente do Ministério Público não identificou risco coletivo, defeito no projeto da atração ou negligência.
A investigação deverá avaliar as circunstâncias do acidente e os procedimentos de segurança adotados pelo parque. Enquanto isso, o caso também coloca em evidência o papel do seguro na proteção de consumidores e na assistência após acidentes em estabelecimentos de entretenimento.

