Fãs do cantor Luan Santana relataram queimaduras e irritações na pele após o uso de pulseiras luminosas distribuídas durante uma apresentação realizada no sábado (21). Em situações como essa, há seguros que podem cobrir danos causados ao público em eventos. Segundo os relatos, um líquido teria vazado do acessório, provocando lesões nos braços de quem utilizava o item durante o espetáculo.
Nas redes sociais, a fã Nayara Ferreira mostrou o braço com sinais de queimadura após o evento e afirmou que a pilha do acessório teria estourado. “Sou fã do Luan há 16 anos e, como sempre, foi uma linda noite de festa. Gostaria de informar que tive queimadura no meu braço direito, no qual foi colocada a pulseira. A pilha estourou, saiu um líquido e queimou o braço. Meu braço está com queimadura, doendo muito; estou até com um pouco de dificuldade de movimento”, relatou.
Outro caso semelhante foi o de Lary Vieira, que afirmou ter percebido os sintomas no dia seguinte. “Está parecendo que ralei em algum lugar. Eu passava a mão, começava a coçar e eu passei creme, deu uma aliviada”, disse.
Em nota, a equipe do artista informou que as pulseiras são utilizadas há cerca de dois anos e que não havia registro anterior de problemas. A organização afirmou ainda que está apurando os casos relatados.
Diante da situação, surge a dúvida sobre como o seguro poderia atuar em episódios como esse. Segundo Dorival Alves de Sousa, advogado e delegado do Sincor-DF e Delegado Representante da Fenacor junto à CNC, existem apólices específicas para eventos que podem ser acionadas para amparar o público, desde que tenham sido previamente contratadas.
“Em situações como essa, existem seguros que podem, sim, ser acionados para amparar o público afetado. O mais comum é que os organizadores contem com apólices voltadas a eventos, que preveem esse tipo de ocorrência envolvendo danos a participantes”, explica.
O especialista destaca que, na prática, a seguradora pode oferecer diferentes tipos de suporte, dependendo das coberturas previstas em contrato. “Na prática, a seguradora pode atuar cobrindo despesas médicas, oferecendo suporte financeiro e, dependendo da gravidade do caso, até garantindo acompanhamento para possíveis sequelas”, afirma.
Por outro lado, ele ressalta que nem todos os casos necessariamente contarão com a participação do seguro, o que depende diretamente das condições da apólice. “Quando não há contratação de seguro ou quando a apólice não contempla esse tipo de situação, o atendimento pode depender diretamente da produção do evento”, pontua.
Ainda de acordo com Dorival, a análise sobre a cobertura leva em consideração diferentes fatores relacionados ao ocorrido. “A seguradora avalia a natureza do incidente, a documentação apresentada e as condições previstas na apólice para definir se haverá cobertura”, conclui.

