Notícias | 22 de janeiro de 2009 | Fonte: RTJSA

Em Portugal, mais de 3700 empresas recorrem a seguros de crédito.

Mais de 3700 empresas utilizam hoje seguros de crédito como instrumento de gestão do risco de negócio, minimizando o risco de pagamento dos bens ou serviços por elas fornecidos.
“Mais de 3700 empresas portuguesas recorrem aos seguros de crédito para gestão do seu risco de negócio, mitigando por esta via o risco de descumprimento no pagamento de bens ou serviços que fornecem e obtêm das seguradoras especializadas informação sobre a qualidade de crédito dos seus clientes e mercados de destinos das suas vendas”, afirmou hoje o presidente da seguradora Cosec, Miguel Gomes da Costa.
O gestor falava num encontro com jornalistas sobre “O Seguro de Crédito” – um instrumento que protege as empresas contra os riscos de descumprimento por parte dos devedores (clientes).
Em situações de descumprimento tipificadas – como a insolvência ou a mora (atraso no prazo de pagamento) do devedor – o seguro indeniza a empresa que efetuou o seguro em função dos prejuízos apurados e numa porcentagem do crédito seguro (entre 80 a 90%).
“O Estado português decidiu que no caso dos mercados onde há risco político, caso de Angola entre outros países, mas que são fundamentais para incrementar as exportações que as empresas possam fazer seguros com garantia estatal”, disse à agência Lusa Miguel Caeiro, director em Portugal da seguradora de crédito espanhola CESCE.
O gestor destacou que a linha de mil milhões de euros aberta pelo Estado, neste âmbito, constitui “uma excelente medida” para as pequenas e médias empresas (PME) portuguesas.
Além disso, esta linha vem complementar uma outra, também no mesmo valor, mas que não possuem garantia por parte do Estado, mas que em conjunto são “muito positivas” para as empresas e “pioneiras no conjunto de medidas de combate à crise”, salientou.
O seguro de crédito é usado pelas empresas portuguesas em 80 por cento nas exportações para a União Européia, liderada pela Espanha, a braços com uma forte recessão, seguindo-se a França, Alemanha, Inglaterra e a Itália.
Em 2008 estimava-se que cerca das 250 mil empresas estabelecidas em Portugal, 90 por cento das quais PME, tenham visto “o seu risco de descumprimento reduzido” com o recurso ao seguro de crédito, sublinhou o diretor-geral em Portugal da Coface, Miguel Moura.
Num universo de 300 mil PME ativas no país, mais de 75% beneficia da existência de seguros de crédito, tendo o número de empresas seguras registrado um crescimento de 5,7% em 2008, para 3.709 unidades, face ao ano anterior.
A comercialização dos seguros de crédito é feita hoje em Portugal por cinco seguradoras, a CESCE, COFACE, COSEC, Crédito Y Caución e Mafhre, as quais geraram um volume de prémios da ordem dos 70 milhões de euros no ano passado, mais 14,5% do que em 2007.
“Esta situação espelha, mesmo assim, uma evolução expansiva em 2008, quando se adensam as dificuldades da economia e se agrava o risco do crédito médio das empresas”, justificou Miguel Moura.

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