Notícias | 24 de maio de 2024 | Fonte: CQCS l Bárbara Maria

CNseg apresenta dados de indenizações no Rio Grande do Sul e defende Seguro Social de Catástrofe como umas das soluções

Na manhã desta sexta-feira (24), a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) promoveu uma coletiva de imprensa online com o presidente da entidade, Dyogo Oliveira, e a presença da mídia especializada para apresentar os primeiros dados do setor de seguros referentes às enchentes no Rio Grande do Sul. Na oportunidade, Dyogo foi questionado pelo CQCS, se a situação do Sul favorece para que o seguro social de catástrofe seja uma realidade no país. 

Na opinião do presidente da CNseg, o seguro social de catástrofe é mais um meio para lidar com situações de desastre naturais, mas não é o único e frisou sobre a importância da sociedade se organizar para eventos como este. “Temos que ter um sistema de alerta de desastre mais bem estruturado, treinamentos sociais para saber como agir, sistemas contra enchentes. Nossa infraestrutura precisa ser repensada, não temos nada preparado para resistir. Se a gente já tivesse o seguro social de catástrofe, todo mundo já teria sido indenizado”, avalia. 

De acordo com o levantamento apresentado durante a coletiva, a população atingida já registrou 23.441 avisos de sinistros, somando R$1,673 bilhão em indenizações que serão pagas aos clientes. Os produtos que registraram as maiores procuras por indenização nas seguradoras foram o Residencial e o Habitacional, que juntos somaram 11.396 sinistros e cerca de R$240 milhões em pagamentos previstos. Com 8.216 registros, o seguro Automóvel aparece em segundo lugar, superando os R$557 milhões; e, na terceira posição do ranking, está o seguro Agrícola totalizando 993 registros e R$47 milhões em indenizações aos produtores agrícolas.

Na sequência, aparece o seguro contra grandes riscos (386 sinistros), atingindo cerca de R$510 milhões em indenizações. Por fim, os demais seguros, como o Empresarial, Transporte, Riscos Diversos e Riscos de Engenharia, registraram 2.450 avisos de sinistros, e totalizam pouco mais de R$322 milhões de indenizações a serem feitas.

Dyogo Oliveira também expressou sua preocupação e o compromisso com o setor: “Lamentamos muito tudo o que está acontecendo, mas o setor tem tomado medidas bastante efetivas e tem mostrado um comprometimento muito grande com todas as pessoas”, avalia. 

“As seguradoras têm feito pagamentos de sinistros em até 48 horas, de forma muito simplificada, dispensando vistorias e recolhimento dos salvados. Entretanto, são muitos ramos, grandes riscos, por exemplo, ainda precisa avaliar o tamanho do dano e muitas infraestruturas ainda estão alagadas.”, completa ele. 

O valor é considerável, mas a avaliação da CNseg é que o número crescerá muito nas próximas semanas. “Dentro de quatro semanas, esse número será atualizado. Acho importante salientar que as seguradoras estão buscando interagir com os segurados e facilitando o atendimento, principalmente no setor de residencial e automóvel. Este é o maior evento climático que tivemos em termos de impacto na sociedade e na indústria de seguros”, finaliza.

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