A Ferramenta de Riscos Climáticos da CNseg acaba de ampliar sua capacidade de análise e agora permite que qualquer cidadão consulte, gratuitamente, o risco de deslizamentos e de incidência de raios em seu endereço. Disponível por CEP, a plataforma já oferecia avaliações de vulnerabilidade a inundações. Até o fim do ano, a plataforma receberá outros quatro módulos, reforçando seu papel como instrumento de prevenção e adaptação às mudanças climáticas.
Lançada durante a COP30, em novembro de 2025, a expansão das funcionalidades da ferramenta faz parte da evolução contínua do Hub de Inteligência Climática da CNseg, que prevê – ainda este ano – a adição de outros quatro módulos para novos eventos climáticos, como vendavais, granizo, secas e geadas.
A Ferramenta de Riscos Climáticos integra dados territoriais, históricos, geológicos e climáticos para gerar um indicador consolidado de risco. A partir da consulta de um endereço, coordenada geográfica ou área de interesse, a ferramenta permite obter, de forma instantânea, a classificação de risco do local analisado, expressa em uma escala quantitativa de 0 a 1 e traduzida em cinco níveis qualitativos, que variam de Muito Baixo a Muito Alto.
A metodologia da solução utiliza identificação e análise de áreas suscetíveis a riscos climáticos (inundações/alagamentos, movimentos de massa/deslizamentos e raios) a partir da integração de dados climáticos, hidrológicos, geoespaciais e registros históricos e observacionais de ocorrências. A análise permite avaliar o nível de suscetibilidade das áreas consultadas e identificar locais com maior potencial de ocorrência desses eventos, auxiliando na avaliação e no monitoramento de riscos climáticos.
Instrumento de utilidade pública e planejamento urbanístico
Desenvolvida como ferramenta para suporte estratégico na subscrição de risco pelo mercado segurador, a plataforma também tem relevante funcionalidade para a sociedade em geral e gestores públicos. Ao fornecer diagnósticos regionalizados sobre a exposição ambiental de bairros e vias públicas, a Ferramenta de Riscos Climáticos auxilia o cidadão na compreensão dos riscos onde sua moradia está localizada, assim como a buscar a melhor proteção. Da mesma forma, governadores e prefeitos podem apoiar suas decisões de planejamento urbano, mitigação de danos à infraestrutura a partir dos dados ali apresentados.
“A expansão constante da Solução de Riscos Climáticos reforça nosso compromisso de transformar a inteligência de dados do setor de seguros em benefício de toda a sociedade. A inclusão contínua de novos riscos amplia a capacidade do país de agir de forma preditiva e preventiva diante dos desafios climáticos”, afirmou a diretora de sustentabilidade da CNseg, Claudia Prates.
Como consultar
A plataforma é de livre acesso e pode ser consultada gratuitamente por cidadãos, gestores públicos e profissionais do setor produtivo. Para navegar pela ferramenta e realizar análises por CEP, acesse a página oficial da CNseg em cnseg.org.br/conteudos/risco-climatico.
Novas funcionalidades
Com as novas inclusões, os interessados poderão avaliar o grau de risco de suas moradias, ou mesmo de empresas, com relação a movimentos de massa — como deslizamentos de terra, corridas de massa e quedas de blocos — e descargas elétricas – raios.
Os deslizamentos ocorrem quando grandes volumes de solo, rocha e outros materiais se deslocam sob a ação da gravidade. Esses eventos podem ser favorecidos pela combinação entre as características do terreno e condições climáticas adversas, como chuvas intensas e a saturação do solo. A análise do risco combina informações históricas sobre movimentos de massa, dados de suscetibilidade e de risco geológico. Dessa forma, considera a interação entre as características do terreno e as suscetibilidades hidrometeorológicas que podem contribuir para a ocorrência desses eventos.Já os raios são descargas elétricas de grande intensidade que ocorrem entre as nuvens de tempestade e o solo, devido ao acúmulo e à separação de cargas elétricas na atmosfera. Esses fenômenos podem provocar incêndios, danos a edificações, equipamentos e redes elétricas, além de interrupções no fornecimento de energia e riscos à vida e à segurança de pessoas e animais. Seus efeitos também podem ocorrer mesmo sem um impacto direto, por meio da corrente elétrica e indução magnética que se espalham pelo solo, por cercas e pelas instalações elétricas. A análise do risco de raios combina informações históricas e dados de monitoramento por satélite e redes de detecção, considerando a frequência das descargas elétricas, sua distribuição geográfica e a atividade das tempestades ao longo do tempo. Essas informações são integradas a modelos de análise espacial para identificar as regiões com maior concentração de atividade elétrica e avaliar o nível de risco associado à ocorrência de raios em cada local, contribuindo para a prevenção de danos e o planejamento de medidas de segurança.

