O perfil do consumidor de Seguro Auto está passando por mudanças, com maior sensibilidade ao preço e busca por produtos que permitam equilibrar custo, proteção e serviços. De acordo com a C6 Seg, quase 60% dos brasileiros afirmam que um preço mais acessível seria o principal incentivo para contratar ou renovar o seguro do carro ou da moto, movimento que abre espaço para soluções mais flexíveis e novas oportunidades de atuação para os corretores.
Segundo a seguradora, esse cenário favorece o avanço de produtos mais moduláveis, que permitem adaptar a proteção às necessidades e ao orçamento do cliente. Entre as alternativas que podem ganhar espaço estão o seguro mensal, coberturas mais restritas, franquias diferenciadas, assistências mais enxutas e modelos de precificação baseados em telemetria.
“O cliente está mais sensível ao preço e quase 60% dos brasileiros dizem que um preço mais acessível seria o principal incentivo para contratar ou renovar seguro do seu carro ou moto”, explica Izabela Fonseca, head de projetos da C6 Seg. Para a companhia, esse comportamento “abre espaço para produtos mais moduláveis”, incluindo diferentes formatos de contratação e níveis de proteção.
A procura por personalização também aparece nesse movimento. No entanto, a C6 Seg ressalta que a tendência não significa que o consumidor queira construir sozinho cada detalhe de sua apólice. “Existem sim sinais de uma demanda maior por personalização e flexibilidade, mas é importante ressaltar que o consumidor não está querendo montar uma apólice do zero”, afirma Izabela Fonseca.
Na avaliação da seguradora, o que o cliente busca é uma proteção mais adequada à sua realidade. “Ele está buscando uma proteção mais aderente ao seu tipo de uso e ao seu bolso, com possibilidade de escolher coberturas, limites, franquias e serviços”, destaca Izabela Fonseca.
Esse comportamento ganha relevância especialmente entre consumidores da classe C e outros públicos mais sensíveis ao preço. De acordo com a companhia, a classe C já representa mais de 40% dos segurados de automóvel no Brasil, o que aponta para uma demanda crescente por produtos mais simples e acessíveis.
A classe C e consumidores mais sensíveis ao preço estão entre os perfis que mais buscam esse tipo de solução, segundo a C6 Seg. Para a seguradora, a representatividade desse público reforça a importância de ampliar as possibilidades de contratação e oferecer alternativas compatíveis com diferentes capacidades financeiras.
Nesse cenário, o papel do corretor também pode passar por uma transformação. Em vez de apresentar apenas diferentes valores de cotação, o profissional pode utilizar as informações sobre o cliente para identificar qual estrutura de proteção faz mais sentido para cada caso.
“Eu acho que a grande virada para o corretor é usar o perfil para deixar de vender preço e passar a vender adequação do produto”, afirma Izabela Fonseca.
Para isso, a seguradora recomenda que a análise comece antes mesmo da busca pelas cotações. “Antes de ir ao mercado buscar a cotação, ele deveria procurar saber informações como o quanto o cliente depende daquele veículo, se usa diariamente ou eventualmente, se é o único veículo da família, quem dirige, onde circula e estaciona, quanto conseguiria desembolsar de imediato em caso de sinistro”, explica Izabela Fonseca.
Esses dados podem ajudar o corretor a compreender o nível de exposição do cliente e trabalhar alternativas de cobertura mais alinhadas ao seu perfil. Um consumidor que utiliza o veículo diariamente, por exemplo, pode apresentar necessidades diferentes daquele que utiliza o carro apenas eventualmente, assim como um cliente que depende do automóvel como único meio de transporte pode ter uma percepção diferente sobre os riscos e sobre o valor da proteção.
A estratégia também permite que o corretor apresente ao consumidor diferentes combinações de coberturas, limites, franquias e serviços, mostrando que a escolha do seguro não precisa ficar restrita à busca pela menor cotação.
Para a C6 Seg, portanto, a mudança no comportamento do consumidor cria espaço para que o corretor atue de maneira mais consultiva. “Deixar de vender preço e passar a vender adequação do produto” pode ser um caminho para aproximar a oferta das necessidades reais do cliente, especialmente em um cenário no qual preço, flexibilidade e nível de proteção passam a pesar conjuntamente na decisão de contratação.

